[TT-SSC case study] A Beautiful Horizon to Haiti: first impressions

Portuguese and Spanish versions below

A Beautiful Horizon to Haiti: first impressions

Iara Costa Leite

UnB

PICTURE: Five of the Haitian students from Izabela Hendrix who are taking internships at the Contagem City Hall. From the left to the right: Kerby Myrthil (Management student); Isaac Etienne (Biomedicine bstudent); Durson Villiere (Civil Engineering student); Barnet Joseph (Environmental Engineering student); and Elie Marcel (Management student).

 

The program “A Beautiful Horizon to Haiti: Haitian Youth Leadership Training Program” is one of the 15 case studies selected among 110 case stories which were collected by the Task Team on South-South Cooperation last year to inform high level debates, particularly the IV High Level Forum on Aid Effectiveness, which will take place in Busan, Korea, in November.

 

The program, which is being studied under the leadership of University of Antioquia (Colombia), results from a partnership among three Brazilian city halls – Belo Horizonte, Contagem and Betim – and a university  - the Methodist University Izabela Hendrix. Its aim is to provide internships for about 20 Haitian students that were given scholarships at Izabela Hendrix as part of a program called Training Program for Youth from Countries in Reconstruction. They are students of architecture, environmental, civil and production engineering, nutrition, management, biomedicine, biology and agronomy who came to Brazil in 2007/2008, after being selected among hundreds of Haitians by an evangelical organization called Haiti Global Vision Ministries.

 

The partnership with the halls resulted from a conjunction of factors, two of them being recent efforts of the Brazilian National Mayors Association (Frente Nacional de Prefeitos – FNP) to mobilize Brazilian City Halls to provide cooperation to Haiti, and the bridge built by federal deputy Jô Moraes among the university and Belo Horizonte Hall in order to provide the students with paid internships.

 

The program began in September, 2010, and, as the students were already in Brazil, there was no formal demand or a partnership with the Haitian government. The providers don’t seem to be very familiar with Haitian issues yet, although the Haitian students have been insisting, and stimulated, to filter what they’ve been learning taking their context into consideration. Actually, this initiative seems to be a laboratory for local governments to get in contact with the Haitian context and to prepare themselves to design more formal and sustainable initiatives in the future – and, eventually, to transfer their experiences to other Brazilian cities.

 

There are many interesting features in the program:

 

(1) it was negotiated in a couple of months, having demanded strong mobilization and legislation changes in a presidential electoral year in Brazil (which brings a series of challenges to decision making processes, including at the local level);

 

(2) it was also implemented in a difficult moment for Haiti – post-earthquake-, which led to a reconsideration of all projects formally developed by Brazilian central government in Haiti (which means that the halls would be awaiting until today had they chosen to follow formal avenues);

 

(3) besides involving a university, the initiative demanded a mobilization of local civil society, including churches and the media, in order to mobilize families to receive the Haitian students in their homes (here, it seems that, as in Northern countries, the degree of this mobilization is context driven – it was greater right after the earthquake than it is today);

 

(4) finally, besides providing training to the students in their respective areas of study, which are fundamental for Haitian development, the program has a strong potential to bring a variety of benefits also to the providers, which go beyond knowledge exchange. In fact, knowledge exchange doesn’t seem very clear yet, but there are other exchanges involving bringing prestige to the halls in their effort to become recognized by the central government as well by international actors as cooperation providers; and there is also a growing interest of the Haitian students’ colleagues at the university, at work and at the community for Haitian issues. This is extremely important because South-South cooperation is not only about bringing central governments but also local ones and civil societies together to know and care for each other.

 

Those are the impressions collected during the first phase of the case study, which included desk research, adapting the methodology to the case and initial contacts with the providers and the Haitian students. In-depth interviews are also being collected and will be an important tool to raise primary information on the case. In order to validate preliminary results, a workshop involving the case’s main stakeholders will take place in Belo Horizonte City Hall by the beginning of April. This event will also be important to obtain new information and to encourage exchange between the actors involved. After gathering all relevant information, the final report will be written.

 

 

Um Belo Horizonte para o Haiti: primeiras impressões

Iara Costa Leite

UnB

 

 

FOTO: Cinco dos estudantes haitianos do Izabela Hendrix que estão estagiando na Prefeitura de Contagem. Da esquerda para a direita: Kerby Myrthil (estudante de Administração); Isaac Etienne (estudante de Biomedicina); Durson Villiere (estudante de Engenharia Civil); Barnet Joseph (Estudante de Engenharia Ambiental); e Elie Marcel (estudante de Administração).

 

“Um Belo Horizonte para o Haiti: Programa de Formação de Jovens Lideranças” será um dos 15 estudos de caso selecionados entre as 110 histórias de caso coletadas pela Força-Tarefa de Cooperação Sul-Sul no ano passado com o objetivo de gerar insumos para debates de alto nível, particularmente o IV Fórum de Alto Nível sobre Eficácia da Ajuda, que acontecerá em Busan, Coreia, em novembro.

 

O programa, que está sendo estudado sob a liderança da Universidade de Antioquia (Colômbia), resulta de parceria entre três prefeituras brasileiras – Belo Horizonte, Contagem e Betim – e uma universidade – o Instituto Metodista Izabela Hendrix. Seu objetivo imediato foi oferecer estágios a cerca de 20 haitianos bolsistas do Izabela Hendrix no âmbito do Programa de Capacitação de Jovens de Países em Reconstrução. Eles são alunos de Arquitetura, Engenharia Civil, Ambiental e de Produção, Nutrição, Administração, Biomedicina, Biologia e Agronomia que vieram para o Brasil em 2007/2008, depois de terem sido selecionados entre centenas de haitianos por uma congregação de igrejas evangélicas chamada Haiti Global Vision Ministries.

 

A parceria com as prefeituras resultou de uma conjunção de fatores, dois deles sendo os esforços recentes da Frente Nacional de Prefeitos – FNP para mobilizar as prefeituras brasileiras na cooperação com o Haiti; e a ponte construída pela deputada federal Jô Moraes entre a universidade a Prefeitura de Belo Horizonte para oferecer aos estudantes haitianos estágios remunerados.

 

O programa começou em setembro de 2010 e, como os estudantes já estavam no Brasil, não houve demanda formal ou parceria com o governo haitiano. Os parceiros ainda não parecem muito familiarizados com questões haitianas, embora os estudantes estejam insistindo em, e sendo estimulados a, filtrar os conhecimentos adquiridos a partir do contexto haitiano. Na verdade, essa iniciativa parece ser um laboratório para os governos locais entrarem em contato com o contexto haitiano e se prepararem para iniciativas mais formais e sustentáveis no futuro – e, eventualmente, transferirem suas experiências para outros municípios brasileiros.

 

Alguns traços interessantes já identificados no programa são:

 

(1) ele foi negociado em poucos meses, tendo demandado forte mobilização e mudanças legislativas em um ano de eleições presidenciais no Brasil (contexto que traz uma série de desafios aos processos de tomada de decisão, inclusive no âmbito local);

 

(2) também foi implementado em um momento difícil para o Haiti, pós-terremoto, que levou a uma reconsideração de todos os projetos desenvolvidos formalmente pelo governo central brasileiro no Haiti (o que significa que as prefeituras não teriam lançado a iniciativa até hoje se tivessem escolhido seguir caminhos formais);

 

(3) além de envolver uma universidade, a iniciativa demandou uma mobilização da sociedade civil local, inclusive igrejas e a mídia, para mobilizar famílias a receberam os estudantes em sua casa (aqui, parece que, como nos países do Norte, o grau de mobilização varia conforme o contexto, tendo sido maior logo depois do terremoto do que hoje);

 

(4) finalmente, além de oferecer treinamento aos estudantes nas suas áreas respectivas de estudo, que são fundamentais para o desenvolvimento haitiano, o programa tem um grande potencial de trazer uma variedade de benefícios aos provedores, os quais não se restringem à troca de conhecimentos (knowledge exchange). Na verdade, a troca de conhecimentos não parece muito clara ainda, mas há outras trocas que envolvem conferir prestígio às prefeituras em sua busca pelo reconhecimento do governo central, bem como de agentes internacionais, como provedores de cooperação; e também se identificou um interesse crescente dos colegas dos estudantes na universidade, no trabalho e na comunidade pelas questões haitianas. Isso é extremamente importante na medida em que a cooperação Sul-Sul não diz respeito apenas a iniciativas formais envolvendo os governos centrais, mas também a um processo de conhecimento mútuo entre governos e sociedades civis locais, que passam a se importar uns com os outros.

 

Essas foram as impressões coletadas durante a primeira fase do estudo de caso, que incluiu pesquisa de artigos e documentos oficiais, adaptação da metodologia ao caso e contatos iniciais com os provedores e os estudantes haitianos. Entrevistas também estão sendo coletadas e serão instrumento importante no levantamento de dados primários para o caso. Para validar resultados preliminares será realizada uma reunião de trabalho (workshop) na Prefeitura de Belo Horizonte no início de abril. Esse evento também será importante para obter novas informações e estimular trocas entre as partes envolvidas. Depois de reunir todas as informações relevantes, o relatório final será redigido.

 

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Un Bello Horizonte para Haití: primeras impresiones

Iara Costa Leite

UnB

 

 

FOTO: Cinco de los estudiantes haitianos de Izabela Hendrix que están haciendo pasantías en la Alcaldía de Contagem (Minas de Gerais, Br). De izquierda a derecha: Kerby Myrthil (estudiante de Administración); Isaac Etienne (estudiante de Biomedicina); Durson Villiere (estudiante de Ingeniería Civil); Barnet Joseph (estudiante de Ingeniería Ambiental); e Elie Marcel (estudiante de Administración).

 

 

“Un Bello Horizonte para Haití: Programa de Formación de Jóvenes Líderes” será uno de los 15 estudios de caso seleccionado entre las 110 historias recopiladas por la Grupo de Trabajo de Cooperación Sur-Sur (TT-SSC) el año pasado con el objetivo de generar insumos para debates de alto nivel, particularmente el IV Foro de Alto Nivel sobre la Eficacia de la Ayuda, que se llevará a cabo en Busan, Corea del Sur.

 

El programa, que se está analizando bajo el liderazgo de la Universidad de Antioquia (Colombia), resulta de una asociación entre tres alcaldías brasileñas – Belo Horizonte, Contagem y Betim – y una universidad – el Instituto Metodista Izabela Hendrix. Su objetivo inmediato fue el de ofrecer pasantías a cerca de 20 haitianos becados por el Izabela Hendrix el ámbito del Programa de Capacitación de Jóvenes de Países en Reconstrucción. Estos jóvenes son alumnos de arquitectura, ingeniería civil, ambiental y de producción, nutrición, administración, biomedicina, biología y agronomía que vinieron a Brasil en 2007/2008, después de que fueran seleccionados entre centenares de haitianos por una congregación de iglesias evangélicas llamadas Haiti Global Vision Ministries.

 

Esta asociación entre las alcaldías es el resultado de una conjunción de factores, de los cuales dos de ellos son los esfuerzos recientes del Frente Nacional de Alcaldes (Frente Nacional de Prefeitos – FNP) para la movilización de las alcaldías brasileras hacia la cooperación con Haití; y el puente construido por la diputada federal Jô Moraes entre la universidad y la alcaldía de Belo Horizonte para los estudiantes haitianos con pasantías remuneradas.

 

El programa comenzó en septiembre de 2010, y como los estudiantes ya estaban en Brasil, no hubo lugar a demanda formal o asociación con el gobierno haitiano. Al parecer, los socios aun no están muy familiarizados con los asuntos de Haití. Sin embargo, los estudiantes están insistiendo y siendo estimulados a que filtren lo que han aprendido a partir del contexto haitiano. En la realidad, esa iniciativa para ser un laboratorio para que los gobiernos locales entren en contacto con el contexto haitiano y se preparen para iniciativas más formales e sostenibles en el futuro – y eventualmente, transfieran sus experiencias para los otros municipios brasileros.

 

Algunos rasgos interesantes que ya se han identificado en el programa son:

 

(1) Este fue negociado en pocos mese, habiendo exigido una fuerte movilización y cambios legislativos en un año electoral a la presidencia brasilera (contexto que trae una serie de desafíos en los procesos de toma de decisiones, incluso en el ámbito local);

 

(2) También se implementó en un periodo difícil para Haití, pos-terremoto, que llevo a la reconsideración de todos los proyectos ejecutados formalmente por el gobierno central brasilero en Haití (lo que significa que las alcaldías no hubieran lanzado una iniciativa hasta el día de hoy si hubiesen escogido seguir con los caminos formales);

 

(3) Además de incluir a una universidad, la iniciativa exigió la movilización de la sociedad civil local, e incluso a las iglesias y a los medios de comunicación para movilizar a las familias para que estas recibieran a los estudiantes en sus casas (aquí, parece que al igual que los países del Norte, el grado de movilización varía de acuerdo al contexto, siendo mayor tras el terremoto que hoy día).

 

(4) Finalmente, además de ofrecerle educación a los estudiantes en sus áreas respectivas de estudio, y que son fundamentales para el desarrollo de Haití, el programa tiene un gran potencial de traer una variedad de beneficios a los proveedores, que  no están restrictos a la transferencia de conocimientos (knowledge transfer). A decir verdad, el intercambio de conocimientos no parece estar muy claro hasta el momento, pero hay otros tipos de intercambios que parecen conferirle cierto prestigio a las alcaldías en su búsqueda de reconocimiento por parte del gobierno central y por agentes internacionales como proveedores de cooperación. También se identificó un creciente interés por parte de otros compañeros de estudio de la universidad, del trabajo y en la comunidad con respecto a las cuestiones haitianas.

 

Esas entonces fueron las impresiones recopiladas durante la primera fase del estudio de caso, que incluyó la búsqueda en artículos y documentos oficiales, la adaptación de la metodología al caso y a contactos iniciales con los proveedores y estudiantes haitianos. Las entrevistas también se están recolectando y serán un instrumento importante para el levantamiento de datos primarios para el caso. Para validar los datos preliminares, se realizará un taller en la Alcaldía de Belo Horizonte a comienzos de abril. Dicho encuentro será de gran importancia para obtener información nueva e estimular un intercambio entre las partes involucradas. Después de recopilar toda la información relevante, se rescribirá el informe final.

 

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