O Brasil e os Fundos Multilaterais de Desenvolvimento

Fonte: Site do IPEA (Brasil)

24/02/2012 15:56

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view...


Brasil dá prioridade às cooperações multilaterais


Estudo aponta que 76% dos recursos têm como destino fundos e organizações que trabalham com decisões consensuais.


De 2005 a 2009, o Brasil destinou R$ 3,216 bilhões para projetos de cooperação internacional. Desse total, 76,5% ou seja, R$ 2,46 bilhões, foram contribuições feitas a organismos multilaterais. A menor parcela, 23,5% se refere às cooperações técnicas e humanitárias de caráter bilateral. Os dados estão presentes no Comunicado 136 – Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi): O Brasil e os Fundos Multilaterais de Desenvolvimento, apresentado hoje na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, nesta sexta-feira, 24.

Disponível para download :
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/120224... 


Luciana Acioly, chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Ipea, participou da coletiva pública de apresentação, e afirmou que o objetivo do Comunicado é antecipar pesquisas maiores sobre o tema, que estão em andamento. Ela ressaltou ainda que a porcentagem tão diferente quanto ao tipo de cooperação priorizada pelo Brasil é reflexo das diretrizes da política externa adotada pelo governo.


“O Brasil prioriza as cooperações multilaterais, pois é uma forma de exercer uma pressão mais diluída sobre o país beneficiado, com menor ou nenhuma exigência de contrapartida. Isso não acontece nas cooperações bilaterais, mas elas não deixam de ser importantes para o país”, explicou Luciana. Segundo André Calixtre, assessor Técnico da Presidência do Ipea, que fez a apresentação dos dados, os valores que constam no estudo foram obtidos por meio do uso de questionários, enviados às instituições de cooperação multilateral que recebem contribuições do governo brasileiro. “Os dados dessas pesquisas têm sido muito úteis para a formulação de políticas públicas para as ações internacionais do governo”, disse.


Destinos


Dos R$ 2,46 bilhões destinados à cooperação multilateral, 62,2% desse valor foram destinados a organizações internacionais. O restante, enviado a fundos de desenvolvimento, se agrupam da seguinte forma: 19,2% para o Fundo de Operações Especiais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (FOE/BID); 17,7% para a Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID) do Grupo Banco Mundial; e 0,9% ao Fundo Africano de Desenvolvimento do Banco Africano de Desenvolvimento (FAD/BAD).


“Destinar a maior parte dos recursos para fundos de cooperação multilateral é uma escolha é acertada porque o mecanismo, do ponto de vista da cooperação em si, é melhor, tem mais eficiência e mais concessionalidade, ou seja, exige menos contrapartida”, avaliou Calixtre.

Autor do post.

Bruno Ayllón Pino, pesquisador doutor no Programa de Nacional de Pesquisa para o Desenvolvimento (PNPD) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Brasil

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Tags: Brasil, COBRADI, Cooperação, Fundos, Multilateral

Comment

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Comment by Nils-Sjard Schulz on February 28, 2012 at 7:47am

Gracias Bruno, realmente muy útil.

Comment by Bruno Ayllón Pino on February 28, 2012 at 4:59am

Hola Nils.

En realidad este informe del IPEA fue publicado en 2010 con informaciones (parciales) de las diferentes instituciones federales (no están todas las que hacen cooperación) en el periodo 2005-2009. En breve estará saliendo el informe con los datos del año 2010. Lo que refleja esta noticia es parte del esfuerzo por divulgar los resultados del informe en una dimensión cualitativa. Encontrarás las respuestas a tus preguntas en el informe publicado en inglés, en el post que colgué en southsouth.info el 20 de enero:

http://www.southsouth.info/profiles/blogs/brazilian-cooperation-for...

Te aviso que en el concepto manejado por el IPEA y la ABC para la contabilización de la cooperación brasileña no se incluye ni el perdon de la deuda ni los créditos concesionales del BNDES. En la página 61 y siguientes del informe, verás que el grueso de las contribuciones a organismos multilaterales fueron hechas al sistema de Naciones Unidas y al Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur (FOCEM) lo que da una buena idea de las prioridades e intereses de la cooperación brasileña como instrumento de su política exterior.

Cuando se publique el próximo informe del IPEA pondré un post.

saludos

Bruno

Comment by Nils-Sjard Schulz on February 27, 2012 at 7:45pm

¡Qué interesante, Bruno! Sería muy bueno saber como exactamente se repartieron estos 2,46 mil millones de BRL (1,44 mil millones de USD) entre las diferentes instituciones multilaterales, y quien estaba al cargo de manejar estos recursos (Min da Fazenda me imagino). No he encontrado el estudio en la página web de IPEA, ¿sabes si lo publicarán?

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